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Lembra do bombeiro que furtou caminhão e partiu em direção ao Congresso? Ele acaba de ser condenado

Sargento surtou em 2017 e saiu em disparada com caminhão-tanque

O dia 3 de dezembro de 2017 ficou marcado no quartel do 8º Grupamento do Corpo de Bombeiros de Ceilândia, no Distrito Federal. O relógio marcava 1h30 da madrugada daquele dia, quando o segundo-sargento Fabrício Marcos de Araújo pegou um caminhão-tanque da corporação e saiu em disparada em direção ao Congresso Nacional.

Os colegas de trabalho perceberam logo que havia algo de errado quando Fabrício ligou o caminhão. Ele estava de folga naquele dia. A Polícia Militar foi avisada e guarnições saíram ao encalço do bombeiro em surto. Ao total, foram 15 viaturas da PM que participaram da perseguição cinematográfica.

Os policiais conseguiram contato com o bombeiro pelo rádio e tentaram pará-lo na base do diálogo. Não conseguiram. O motorista dizia que sua intenção era a de chegar ao Congresso Nacional. Ele já havia percorrido mais de 20km e estava no Eixo Monumental, na altura da Catedral de Brasília, quando os PMs atiraram nos pneus do caminhão, que rodou e o bombeiro foi detido.

Em princípio, a ocorrência chegou a ser apurada como um possível atentado terrorista. Todavia, as investigações apontaram que não haviam indícios que comprovassem a tese. O caso foi tratado como uma ação provocada pelo surto psicológico sofrido pelo sargento, que também estaria sob o efeito de álcool, haja visto que foi encontrada uma lata de cerveja no caminhão-tanque.

15 viaturas perseguiram o caminhão pelas ruas da capital federal

Após o incidente, Fabrício foi detido preventivamente foi enviado para uma clínica de recuperação, aonde permaneceu até junho do ano passado. Ele foi libertado na condição de passar a frequentar as reuniões semanais do grupo Alcoólicos Anônimos. A Justiça também lhe deu a oportunidade de voltar ao trabalho.

Condenação

Nesta quarta-feira (24) saiu decisão do Tribunal de Justiça do Distrito Federal, que condenou Fabrício a quatro anos de prisão pelos crimes de furto de viatura e atentado contra transporte, ambos do Código Penal Militar. Ele pode recorrer da sentença em liberdade.

A defesa do sargento já recorreu da decisão, como também o representante do Ministério Público, que considerou a pena leve e quer que ela seja agravada. De acordo como o promotor Flávio Milhomem, o ato tresloucado de Fabrício provocou desastre.

“O fato de ter ele dado causa ao acidente com a viatura, que rodou no meio da pista e, graças à intervenção da Polícia Militar, furou os pneus, caracteriza esse desastre previsto em lei. Apesar de o dano ter sido causado pela polícia, ela o fez no estrito cumprimento de seu dever legal”, comentou o promotor à imprensa local.

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