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Reencontrou o filho 38 anos depois: ela tinha 16 anos quando levaram seu bebê da porta do hospital

Polícia encontrou o filho de Sueli morando na Paraíba

O ano era 1981. Na época, Sueli Gomes Rochedo tinha apenas 16 anos de idade e estava grávida. Mãe solteira e sem família, a adolescente morava num orfanato do Guará, no Distrito Federal. No dia 9 de fevereiro daquele ano, a jovem foi acompanhada por funcionários da instituição até ao Hospital do Gama para ter o filho.

No dia seguinte, após receber alta, ela teria deixado o filho com os funcionários do orfanato na recepção do Maternidade, enquanto se dirigiu até um orelhão próximo dali para fazer uma ligação telefônica. Segundo Sueli, enquanto falava com a mulher no telefone, o casal de funcionários desapareceu com o bebê.

Ela conta que a dona do abrigo disse a ela, na ligação, que não queria o bebê morando com ela no orfanato. A mulher foi rude com ela e a obrigou a “permanecer calada e a não tocar mais no assunto”. Sueli voltou para o orfanato e calada ficou. Alguns dias depois, a dona voltou a falar com ela e deu uma terrível notícia: a criança teria morrido.

O tempo passou e Sueli tomou um rumo na vida, deixando para trás a lembrança do filho, visto pela última vez no longínquo 1981. Todavia, 32 anos depois, em 2013, ela resolveu tirar a limpo toda a história. Procurou a polícia para contar que o filho, na época recém-nascido, tinha sido raptado na porta do Hospital.

Sueli resolveu registrar a ocorrência na 14ª Delegacia de Polícia do Distrito Federal, onde começou a investigação. Segundo a polícia, as investigações iniciais foram dificultadas, pois a principal suspeita, dona do abrigo, morreu em 2012, antes que a mãe registrasse ocorrência.

De acordo com o delegado Murilo Oliveira, responsável pelo caso, em 2013 a Polícia tinha, pelo menos, 15 linhas de investigação. Com muita sorte, uma delas acabou levando os investigadores a encontrar o porteiro do médico que fez o parto da jovem, no Hospital do Gama.

O homem confessou que ele e a esposa ficaram com o bebê, mas não revelou quem entregou a criança. Contou que registrou o menino dois dias depois do nascimento, em 11 de fevereiro e foi dado a ele o nome de Ricardo.

O delegado diz que o porteiro não foi indiciado, pois naquela época o registro indevido de criança não era considerado crime. O caso foi arquivado e o homem não vai responder criminalmente. A Polícia informou ainda que não encontrou registro de nascimento da criança no hospital do Gama.

Sueli manteve o primeiro contato com o filho por chamada de vídeo

Fim da busca pelo filho

Após 38 anos de incertezas, a busca pelo filho chegou ao fim nesta semana. Sueli, que hoje tem 56 anos, falou com o filho por uma chamada de vídeo. A Polícia Civil do DF já tinha localizado Ricardo Araújo no ano passado, no Estado da Paraíba. Todavia, somente nesta quarta-feira (24), após a confirmação do exame de DNA, mãe e filho puderam se falar.

Até a manhã desta quinta (25), Sueli e Ricardo ainda não tinham se reencontrado. A um portal de notícias do Distrito Federal, Sueli contou que ao ver o filho, pelo vídeo do celular, “não pode conter a emoção”.

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