in

Polícia Federal descobre que Adélio passou por mais de 30 empregos fixos nos últimos cinco anos

Investigadores pedirão prorrogação de inquérito por mais 90 dias

As investigações sobre a vida do pedagogo Adélio Bispo de Oliveira, que tentou matar o então candidato à Presidência da República, Jair Bolsonaro, continuam e terá mais um prazo de 90 dias para concluir o inquérito. Até agora, uma das informações mais relevantes que a Polícia Federal levantou foi a descoberta da alta rotatividade de Adélio como empregado.

Os investigadores descobriram que ele trabalhou em mais de 30 empregos fixos, com carteira assinada, de 2014 até setembro 2018, ano em que tentou tirar a vida de Bolsonaro com uma facada. Segundo a PF, a alta rotatividade nos empregos acontecia após os empregadores descobrirem problemas psicológicos em Adélio.

Depois que era contratado, o agressor de Bolsonaro começava a apresentar distúrbios num espaço de uma a duas semanas. Ele passava a se isolar dos demais colegas de trabalho a tinha o costume de falar sozinho. Tais informações vão ao encontro dos laudos médicos emitidos até aqui, de que ele sofre de problemas psicológicos.

Atentado contra Bolsonaro ocorreu em setembro de 2018

Prorrogação do inquérito por 90 dias

O delegado federal Rodrigo Morais, que conduz o inquérito e é da Superintendência da PF, em Minas Gerais, pedirá nesta terça-feira (23) a prorrogação das investigações sobre o atentado sofrido pelo presidente Jair Bolsonaro. O então candidato do PSL levou uma facada de Adélio Bispo enquanto fazia caminhada em Juiz de Fora (MG), durante a campanha eleitoral.

As informações de bastidores apontam que o delegado determinou à sua equipe para não haver mais prorrogação após os 90 dias. O prazo de agora seria necessário para que os policiais concluam as investigações sobre as relações de Adélio com pessoas nos trabalhos, locais de moradia e que se comunicaram com ele por e-mails, telefone e redes sociais.

Apesar do aprofundamento das investigações, até agora a Polícia Federal mantém a versão do primeiro inquérito sobre o atentado: Adélio Bispo teria agido sozinho. Os federais descartam até o momento a tese de que alguma facção criminosa teria incentivado e financiado o agressor.

A Polícia Federal também aguarda o desenrolar da decisão da Justiça, que determinou a suspenção das investigações sobre quem financia a defesa de Adélio, na figura do advogado Zanone Manuel de Oliveira Júnior.

Escrito por Carlos

Atentados contra cristãos matam mais de 150 pessoas no Sri Lanka

Ex-militar do Exército e chefe do tráfico morre após “acidente de trabalho”