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Léo Índio, primo dos filhos de Bolsonaro, vai para o Senado ganhar salário de R$ 22 mil

Ele é visto como os “olhos” de Carlos Bolsonaro em Brasília

Léo Índio, sobrinho do presidente Jair Bolsonaro, agora pode dizer que tem oficialmente um emprego em Brasília e dele virá seu sustento. Ganhou um emprego no Senado. O rapaz, que ficou conhecido pela relação próxima com Carlos Bolsonaro, primo dele, andava pelos corredores do Planalto e outros lugares da capital federal sem possuir nenhum cargo público.

De acordo com levantamento da mídia que cobre o poder, em Brasília, nos primeiros 45 dias de Governo Bolsonaro e o rapaz esteve 58 vezes no Palácio do Planalto. Nos bastidores, comentam que Léo Índio estaria atuando como “olheiro” do primo Carlos, que é considerado o filho com mais influência sobre Bolsonaro.

A Secretaria de Comunicação Social (Secom) afirmou que Léo Índio “não ocupa cargo em nenhum órgão da Presidência da República”. Apesar disso, ostenta um crachá amarelo da Presidência quando caminha livremente nas dependências do Planalto, em locais de acesso restrito. Mas ele circulava no quarto andar, onde despacha o núcleo duro do governo. A desenvoltura gera desconfiança de assessores presidenciais, que veem no sobrinho do presidente uma espécie de “olhos e ouvidos” de Carlos.

Primo dos filhos do presidente Jair Bolsonaro, Leo Índio ganhou um cargo de confiança no Senado e vai receber R$ 22 mil mês. Leonardo Rodrigues de Jesus foi nomeado no posto de assessor parlamentar do senador Chico Rodrigues (DEM-RR).

“Conversei muito com ele, achei ele muito desenvolto. Um cara jovem, cheio de energia. Vi que ele conhece muita gente. Ter um assessor parlamentar com essa desenvoltura seria muito bom para mim. Você tem que procurar os melhores”, comentou o senador sobre a nomeação.

O primo de Carlos Bolsonaro nunca assumiu cargo no Planalto, mas mesmo assim era comum ver ele em reuniões internas e agendas externas de Jair bolsonaro. O jornal O Estado de São Paulo chegou a apurar que ele teria participado de pelo menos uma reunião reservada com autoridades envolvidas na reforma da Previdência. Oficialmente, foi a três órgãos internos do Planalto, fora salas e gabinetes por que passou sem anúncio nem registro.

Quando aconteceu a tragédia de Brumadinho, Léo Índio também viajou na comitiva presidencial.

Léo e Carlos já dividiram apartamento

Versão de Léo Índio

No Instagram, Léo Índio se manifestou: “Pertenço à família do Presidente, como já foi veiculado algumas vezes pela imprensa, razão pela qual constantemente suporto julgamentos e diversos tipos de ataque, e farei questão de trabalhar para mostrar quão injustos são. Sempre acreditei na meritocracia e no valor do trabalho, verdadeiro fiador das liberdades individuais. A boa política, entretanto, é indissociável de mim desde a infância”, escreveu.

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