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Incompetência ou vista grossa? Serviço secreto do Sri Lanka sabia dos atentados 14 dias antes

Informação foi dada pelo porta-voz do Governo, que isentou o primeiro-ministro e sua equipe

A pergunta que a comunidade internacional faz no momento é: o Governo do Sri Lanka foi incompetente ou fez vista grossa em relação aos atentados terroristas que mataram cerca de 300 pessoas naquele País asiático.

O questionamento acontece após as declarações de Rajitha Senaratne, porta-voz do governo cingalês. Segundo ele, o serviço secreto local, baseado em relatórios de inteligência, sabia dos ataques 14 antes de aconteceram. A suspeita se torna ainda mais forte quando o porta-voz fez questão de ressaltar que o primeiro-ministro, Ranil Wickremesinghe, e os membros do seu gabinete, nada sabiam.

“Não estamos tentando fugir da responsabilidade, mas esses são os fatos. Ficamos surpresos ao ver esses relatórios”, comentou Rajiitha ao jornal britânico “The Guardian”.

Porta-voz disse que o primeiro-ministro Ranil Wickremesinghe não sabia dos informes do serviço secreto local

Até o momento, nenhum grupo terrorista assumiu a autoria dos terríveis ataques. Entretanto, há um consenso entre as autoridades do Sri Lanka que os atos contra fiéis católicos e estrangeiros foram praticados pelo grupo National Thowheeth Jama’ath (NTJ).

Os cingaleses acreditam que o NTJ obteve ajuda de terroristas de outros países para explodir os hotéis e igrejas católicas. Diante de tal evidência, o Governo do Sri Lanka irá pedir ajuda às agências de inteligência de outros países para rastrear as ligações internacionais.

De acordo com as últimas informações, 24 suspeitos já foram detidos. A Polícia local conseguiu encontrar 87 detonadores de bombas numa estação rodoviária de Colombo, que é a capital do Sri Lanka. Em outro local, uma van explodiu perto de uma das igrejas que foi alvo dos ataques, mas ninguém se feriu. O incidente ocorreu quando especialistas tentavam desarmar o artefato explosivo.

O País se encontra em estado de emergência desde esta segunda-feira. E o governo ainda decretou um dia de luto nacional para terça-feira.

As vítimas dos terroristas

Casal de bilionários dinamarqueses perderam três dos quatro filhos

A última contagem elevou o número de mortos nos atentados para 290. O Governo diz que em torno de 500 pessoas ficaram feridas, grande parte ainda internada nos hospitais. Os ataques atingiram três igrejas e quatro hotéis neste domingo de Páscoa (21).

Até o momento, as autoridades cingalesas não divulgaram uma lista de vítimas. Entretanto, a grande maioria dos mortos e feridos é de cidadãos do Sri Lanka. Sabe-se que pelo menos 39 estrangeiros estão entre os mortos e 28 receberam atendimento hospitalar após os ataques.

As agências de notícias internacionais relataram a morte de cinco britânicos (incluindo um anglo-americano), um português, seis indianos, dois turcos, dois chineses, dois australianos, um holandês e um japonês.

Entre as vítimas estrangeiras, o destaque fica por conta de três dos quatro filhos do bilionário dinamarquês Anders Holch Povlsen, dono da grife Bestseller e acionista majoritário da marca ASOS. A imprensa dinamarquesa informa que ele, sua esposa Anne Holch Povlsen e seus quatro filhos estavam de férias no Sri Lanka.

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