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Governo Bolsonaro sinaliza que pode privatizar os Correios e a Petrobras

O Governo ainda trata o assunto internamente

O assunto ainda não é tratado de forma oficial pelo Governo do presidente Jair Bolsonaro, mas segundo alguns colunista e meios de comunicação, nos bastidores a ideia de privatizar os Correios e a Petrobras ganhou força nos últimos dias. E, importante, angariou simpatia do presidente da República que é, obviamente, a pessoa que dará a palavra final sobre a decisão.

Na quinta-feira (18), Bolsonaro confirmou à jornalista Natuza Nery, da GloboNews, simpatizar com a ideia de privatizar a Petrobras: “Eu tenho sim, uma simpatia inicial”. Ele respondia a um questionamento sobre uma declaração do ministro Paulo Guedes, que em entrevista à mesma emissora, na quarta-feira (17), disse que o presidente “levantou a sobrancelha” sobre a ideia de privatizar a estatal do petróleo.

Paulo Guedes, que é o maior entusiasta da privatização, confessou aos entrevistadores da GloboNews que Bolsonaro havia enviado a ele instigante mensagem de celular. Na mensagem, havia a bandeira de vários países e suas respectivas petrolíferas. Na bandeira do Brasil só havia a Petrobras. Para bom entendedor, o presidente queria dizer que faltava concorrência no mercado brasileiro.

No Governo, Paulo Guedes é o maior entusiasta das privatizações

Correios

E segundo a colunista Cristiana Lôbo, também do Grupo Globo, o presidente da República já teria autorizado à equipe econômica preparar a privatização da Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos, estatal centenária e pertencente ao Governo Federal.

Na mesma entrevista, que concedeu à GloboNews, Paulo Guedes comentou que Bolsonaro teria aprovado a inclusão de uma nova empresa no programa de privatização. “Tem empresas que vão ser privatizadas que vocês nem suspeitam ainda”, revelou o ministro ao grupo de entrevistadores.

Questionado pelos jornalistas a revelar o nome da estatal, Paulo Guedes desconversou. Alegou que não poderia passar ainda a informação. Segundo ele, pela complexidade da área de atuação da empresa, ainda não tinha sido definido o modelo de venda.

Nos corredores do Planalto todos sabem que o ministro Marcos Pontes, das Comunicações, Ciência, Tecnologia e Inovação, foi contrário à ideia da privatização. Entretanto, nas últimas semanas foi convencido de que a estatal só sobreviverá na realidade atual e futura se for vendida para a iniciativa privada.

Nos últimos anos, notadamente nos governos do PT, os Correios perderam competividade e passaram a dar prejuízos. A empresa também foi envolta em casos de corrupção, como o escândalo que culminou no “Mensalão”. A distribuição de cargos de confiança aos partidos aliados também enfraqueceu a empresa no quesito eficiência. Por fim, um rombo no fundo de pensão Postalis piorou ainda mais a imagem da estatal.

Escrito por Carlos

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