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Corrupção no Exército: tenente-coronel é preso acusado de desviar armas da instituição

Cinco armas foram desviadas para clube de tiro

Esta semana o Exército sofreu mais um duro golpe vindo do Rio de Janeiro. Depois da ação desastrosa, que culminou na morte de dois civis por engano, no dia 8 de abril passado, na Zona Oeste do Rio, agora vem à tona um caso de corrupção envolvendo um oficial responsável pelo controle de armas no Estado.

Nesta quinta-feira (25), o Comando Militar do Leste e o Centro de Comunicação Social do Exército confirmam que o tenente-coronel Alexandre de Almeida foi preso em flagrante, na terça-feira (23). O oficial está sendo acusado de desviar de armas do Exército para clubes de tiro. O militar era responsável pela fiscalização do armamento no Estado.

De acordo com o Exército, foi aberto um Inquérito Policial Militar (IPM), que investigará a ocorrência. O tenente-coronel era designado para fiscalizar a importação e o comércio de armamentos para civis, o funcionamento de clubes de tiros, a venda de explosivos, a blindagem de veículos, além de fiscalizar caçadores, atiradores e colecionadores.

As primeiras informações de bastidores dão conta que as armas desviadas pelo tenente-coronel Almeida tinham como destino a Guerreiros Escola de Tiro e Comércio de Armas, localizada na cidade de Serra, no Estado vizinho do Espírito Santo.

O caso veio à tona graças a um coronel aposentado do Exército. Quando ele se aposentou e passou para a reserva, foi obrigado a entregar sua pistola 9 milímetros para o Serviço de Produtos Controlados. Tal serviço era comandado pelo oficial que foi detido nesta semana.

Por ironia do destino, o coronel aposentado acabou sabendo que sua pistola 9 milímetros estava sendo usada na Guerreiros Escola de Tiros. Uma denúncia foi feita e uma investigação teve início, culminando com a prisão do tenente-coronel.

Modelo da pistola 9 milímetros que acabou iniciando a investigação

Investigadores do próprio Exército se deslocaram até o clube de tiro, no Espírito Santo, e apreenderam cinco armas com a inscrição da Força Terrestre. Agora, os militares investigam o provável desvio de mais armamento para o referido clube

Em depoimento prestado aos investigadores, Leonardo Loureiro, que é sócio e irmão do dono do clube de tiro, confirmou que as cinco armas foram negociadas diretamente com o tenente- Almeida, divididas em três lotes.

O proprietário do clube de tiro também revelou uma mentira contada pelo tenente-coronel. Segundo Loureiro, o oficial vendeu as armas afirmando que elas pertenciam a um colecionador, que se encontrava gravemente doente, e que por motivos financeiros a família queria fazer dinheiro vendendo a coleção.

Tenente-coronel foi homenageado por atiradores

Ironicamente, a página do Exército na internet exibe o tenente-coronel Alexandre de Almeida sendo homenageado pela Confederação Brasileira de Tiro Esportivo, “pelos relevantes serviços prestados a atletas e praticantes de tiro esportivo”.

Escrito por Carlos

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