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Atentados contra cristãos matam mais de 150 pessoas no Sri Lanka

Igreja cristãs e hotéis foram os alvos dos terroristas

Pelo menos 156 pessoas morreram em um ataque terrorista contra cristãos, neste Domingo de Páscoa, no Sri Lanka. Segundo informações iniciais, oito explosões atingiram hotéis de luxo e igrejas católicas. Alguns dos ataques foram perpetrados por homens-bomba.

As primeiras seis explosões atingiram cerca de 500 pessoas, incluindo cidadãos japoneses e britânicos. Seriam ao todo 35 estrangeiros do Reino Unido, Estados Unidos e Holanda que estão entre os mortos, disseram fontes governamentais.

Os relatórios indicam agora uma sétima explosão no subúrbio de Dehiwala, no sul de Colombo – que matou duas pessoas – e um oitavo no subúrbio de Orugodawatta, no norte do país.

Templo católico atacado

O Ministério da Defesa do Sri Lanka informou que vai impor um toque de recolher de 12 horas no país a partir das 18h no horário local (9h30, em Brasília). O governo afirmou ter bloqueado o acesso a serviços de mensagens dos aplicativos de redes sociais.

Duas das explosões são suspeitas de terem sido realizadas por homens-bomba, de acordo com um funcionário da segurança, que falou sob condição de anonimato, já que ele não estava autorizado a falar com os repórteres.

O funcionário disse que pelo menos 45 pessoas foram mortas em Colombo, onde três hotéis e uma igreja foram atingidos, junto com outros 67 no ataque da igreja em Negombo, norte da capital, com outros 25 mortos em uma igreja na cidade de Batticaloa, no leste do país.

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Os três hotéis atingidos foram o Shangri-La Colombo, o Kingsbury Hotel em Colombo e o Cinnamon Grand Colombo.

As primeiras explosões foram relatadas na Igreja de Santo Antônio, em Colombo, e na cidade de São Sebastião, na cidade de Negombo, nos arredores da capital, e outra relatada na Igreja de Sião, na cidade de Batticaloa, no leste do país.

O presidente do Sri Lanka, Maithripala Sirisena, disse que ficou chocado com as explosões e pediu calma. O primeiro-ministro Ranil Wickremesinghe escreveu no Twitter: ‘Eu condeno veementemente os ataques covardes contra nosso povo hoje”

Destruição em hotel deixou estrangeiros mortos

“Eu peço a todos os cingaleses durante este tempo trágico para permanecerem unidos e fortes. Por favor, evite propagar relatórios e especulações não verificadas. O governo está tomando medidas imediatas para conter essa situação”, disse.

Uma autoridade do hospital Batticaloa disse que 300 pessoas foram internadas com ferimentos após a explosão. A TV local mostrou danos nos hotéis Cinnamon Grand, Shangri-La e Kingsbury.

A explosão arrancou o telhado e derrubou portas e janelas em St. Sebastian, onde as pessoas levavam os feridos para longe dos bancos manchados de sangue, mostrou imagens da TV local.

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A magnitude da violência lembra os atentados perpetrados pelos Tigres Tamil, separatistas, que tinham como alvo um banco, um shopping center, um templo budista e hotéis populares entre os turistas há uma década.

Em 2009, as forças de segurança do Sri Lanka derrotaram os rebeldes tâmeis Tigres, que haviam lutado para criar uma pátria independente para a minoria étnica do país, os tâmeis.

A ONU estimou inicialmente que o número de mortos em 26 anos de combates é de cerca de 100 mil, mas um painel de especialistas da ONU disse que cerca de 45 mil tâmeis étnicos podem ter sido mortos nos últimos meses de confrontos.

Fachada de templo destruído

Segundo relatos, o chefe de polícia do Sri Lanka fez um alerta nacional 10 dias antes dos ataques a bomba no país, no domingo, que homens-bomba planejavam atingir “igrejas proeminentes”.

O chefe de polícia Pujuth Jayasundara enviou um alerta de inteligência aos oficiais em 11 de abril, expondo a ameaça. “Uma agência de inteligência estrangeira informou que o NTJ (National Thowheeth Jama’ath) está planejando realizar ataques suicidas contra igrejas proeminentes, assim como a alta comissão indiana em Colombo”, dizia o alerta.

O NTJ é um grupo muçulmano radical no Sri Lanka.

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