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A polemica da Estátua de Lampião

Em Pernambuco uma cidade do interior, oferecia para Gil, o contraponto ao argumento de Fykuama. Em 1991, quando Gil trabalhava na letra da canção, Serra Talhada, a 407 quilômetros de Recife, mergulhou a fundo numa discussão sobre Lampião, que nasceu ali no final do século 19.

Uma fundação queria erguer no local uma estátua do cangaceiro em uma área pública do município, porém, as famílias mais tradicionais da cidade rejeitavam a ideia da estátua. Para tentar resolver a situação, a prefeitura decidiu promover uma eleição de consulta pública para que então a população pudesse decidir. O monumento venceu nas urnas, porém, nunca construíram.

Trinta anos depois – novamente rejeitando o fim da história, Serra Talhada se dividiu mais uma vez em torno do mesmo assunto: uma fundação anunciou que vai instalar 3 estatuas neste ano em uma área bem próxima ao centro da cidade: uma de sua esposa, outra de Lampião e dos seus soldados mais próximos.

O projeto faz parte da comemoração dos oitenta anos da morte de Lampião, que foi lembrada em muitas cidades ao redor de Serra Talhada.

Em 1988, o vereador Expedito Eliodoro apresentou um projeto para que fosse construído uma grande estatua do cangaceiro no ato da Serra de Talhada que inspira o nome do município. Sua ideia era inspirada no monumento de 27 metros do Padre Cícero que foi erguida vinte anos antes em Juazeiro, no Ceará.

Naquele mesmo ano, alguns grupos sociais da cidade se preparavam para celebrar a comemoração dos 90 anos do nascimento de Lampião, cujo registros indicam que aconteceu ali mesmo, em um sitio, em algum dia de 1988 no mês de junho.

Na época, a relação de Serra com o cangaceiro tinha dois sentidos: enquanto muitos soldados das forças combateram o cangaço pelo enorme sertão nordestino em 1920 e 1930 ainda estavam vivos e tinham se tornado nomes renomados na política e na economia e operários tinham por ele uma imagem de luta por uma grande justiça social.

Em 1938, Lampião foi morto, três semanas depois do seu aniversário. Lampião não tinha sequer um nome em sua cidade natal. Sem apoio parlamenta, o projeto não foi aprovado.

A ideia nunca mais abandonou o município. Quando um jornalista soube do projeto vencido, viajou até Serra Talhada para fazer uma reportagem sobre a estatua para Lampião. Era o que faltava para que o assunto virasse um dos principais para mais de 72 mil habitantes.

A  Fundação Casa da Cultura de Serra Talhada, em 1991, tomou a ideia e propôs que a prefeitura abrisse uma consulta popular de novo para a construção da estátua, porém, agora a estatua não seria construída no morro, mas em uma área conhecida como Estação do Forró. O atual presidente na época, já tinha em mãos um maquete feita pelo Karoba, um artista plástico que ficou exposta ao público local.

O prefeito aceito a ideia e decidiu marcar a votação para o feriado de 7 de setembro. De acordo com a Justiça Eleitoral de Serra Telhada, 2.289 pessoas votaram pelo “sim”, contra 22% que votaram “não”. E após o anuncio do resultado, os apoiadores da estátua aproveitaram o desfile para comemorar nas ruas.

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